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domingo, 8 de janeiro de 2023

Dona Jô e o Dinamite

Quando eu era moleque, costumava pôr em ordem de preferência as pessoas de que eu mais gostava.

— Gosto primeiro do “teu pai”, depois do Zico, e depois da minha mãe.

Clarissa sempre ficou na bronca com essa história. Certa vez, me interpelou:

— Coitada da Vovó Jô, papai!

E eu retruquei:

— Ah, minha filha, é que você não viu o Zicão jogar.

Mas havia outro motivo para eu deixar minha mãe em terceiro. Ela gostava do Roberto Dinamite, o craque do Vasco, arquirrival do meu Flamengo. Eu não a perdoava por isso. Ainda bem que ela entendia o fanatismo do filho, pois o marido era tão ou mais fanático.

Tenho que admitir, contudo, que o Roberto era um tremendo jogador. Aquele gol contra o Botafogo, no Maracanã, em que ele amortece o cruzamento no peito, chapela o Osmar e fuzila de voleio o goleiro é demais! O Clássico dos Milhões, sem Roberto de um lado e Zico do outro, nunca mais foi o mesmo.

Pois Bob, se você encontrar a Dona Jô por aí, dá um beijão nela que ela vai ficar feliz. Vão com Deus!

P.S.: Nos tempos de hoje, com processador de texto, P.S. é um abuso, mas não estou nem aí. “Teu pai” era como eu e meu irmão nos referíamos ao meu pai. Por quê? Sei lá! Talvez porque as pessoas se referissem a ele como o “teu pai” e aí, sei lá, ficou. Nós o chamávamos assim e esse costume só foi abandonado, perto de ele morrer, quando eu estava para fazer 10 anos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Luto

Dormiam no Ninho nossos rubro-negrinhos, embalando o sonho de um dia envergar o Manto Sagrado entre os profissionais do Mais Querido. Nem imaginavam que teriam pela frente um marcador implacável, que os pegaria de surpresa e os tiraria de campo para sempre. Vencer, vencer, vencer, mas hoje, infelizmente, foram vencidos. Chora o futebol, choramos nós rubro-negros, choram, sobretudo, as famílias e amigos desses meninos. Perdemos 10 dos nossos. Que a Magnética saiba homenageá-los na próxima partida. Que os nossos mulambos joguem com ainda mais gana daqui para a frente para honrar-lhes a memória. E, acima de tudo, que se apurem as responsabilidades e que o Flamengo demonstre sua grandeza e acolha devidamente os que precisam ser acolhidos neste momento.

terça-feira, 8 de julho de 2014

E as lágrimas me correram pelo rosto

E as lágrimas me correram pelo rosto. Eu não chorava por uma derrota numa Copa desde 1986. E como chorei naquela Copa, durante toda a prorrogação e os pênaltis. Tinha 15 anos e via o último suspiro de uma geração maravilhosa, seguramente a melhor desde o tricampeonato; para alguns, a melhor que já tivemos. Mas hoje foi duro, está sendo duro, a dor não supera a de 86, mas algumas coisas vão ficar comigo para o resto da vida. Perder faz parte do jogo, mas perder como perdermos não é fácil. Gols de pelada de churrasco, linha de passe dentro da nossa área. Se nos serve de consolo, redimimos o Barbosa e os jogadores de 50, diminuímos, se nos perdoam os uruguaios, a importância do Maracanazo, se isso era possível. Quando entrou o sexto gol, a goleada clássica, me lembrei dos 6 x 0 que o Botafogo nos impôs e que lhes devolvemos, na mesma moeda, nove anos depois. Mas a lembrança mais amarga que vou guardar desta derrota é a carinha da Clarissa, minha filhotinha, olhando o pai de soslaio, o pai com lágrimas no rosto. Daqui a 10, 20, 30 anos, ela certamente vai dizer: "Eu me lembro daquele jogo, me lembro do meu pai, lágrimas nos olhos, naquela poltrona no canto da sala onde ele gostava de ver o futebol." Não queria deixar essa lembrança para ela, mas há emoções que a gente não segura. Sorte do Rodrigo, que absorto no seu Minecraft, não presenciou esse sofrimento todo. Mas bola pra frente que, amanhã, a vida continua.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vai ter Copa

Nem o mais pessimista poderia imaginar que um clima tão ambivalente se abateria sobre o país do futebol num momento como este. Esperamos 64 anos para tornar a organizar uma Copa e agora estamos assim? Alguns revoltados, dispostos a quebrar o pau e tudo mais que vier pela frente. Muitos envergonhados, enrustidos, com medo de assumir que vão torcer pelo Brasil. Quem poderia imaginar? Chega a ser surreal. Mas ainda é hora de darmos um jeito nisso.

O problema é que misturaram futebol, a melhor coisa que já inventaram, como diz um caro amigo, com política, ou melhor, com politicagem, corrupção, safadeza, coisas que poderiam muito bem ter ficado sem ser inventadas. Nesses sete anos desde 2007, vimos os bastidores da organização de uma Copa e tudo de pior que ela enseja. Isso maculou a nossa paixão, nos toldou a visão. Será que deixamos de gostar da Seleção? No fundo, no fundo, acho que não.

O gigante adormecido parece começar a se lembrar de que o futebol está no nosso sangue, de que o jogo de bola é paixão nacional, de que a Seleção, embora menos próxima por seus jogadores desfilarem em gramados que não os nossos, ainda faz parte da nossa cultura, da nossa arte. Na última semana, passei a ver mais bandeiras, mais verde e amarelo, um ou outro carro enfeitado, um comércio aqui e ali exibindo as nossas cores. Mas ainda é um movimento tímido. Parece que deixamos para a última hora até o ato de torcer.

Vejo dois motivos para essa timidez: medo e vergonha. Medo de uma represália mais forte, de ter o seu carro danificado ou o vidro do seu comércio quebrado por quem é radicalmente contra a Copa. Vergonha de aderir a tudo isso de ruim que testemunhamos, de passar uma imagem de que somos a favor de governantes que conduziram tão mal um processo que não poderia ter acabado assim, com as coisas inacabadas. Saibamos separar as coisas. Futebol é uma coisa, política é (deve ser) outra.

Eu sei, estamos meio envergonhados porque vem gente de fora e a casa não ficou pronta a contento. A parede está mal pintada, a mancha de xixi da criança continua no sofá, as cadeiras da sala de jantar estão meio bambas. Agora é tarde. Vamos manter a classe e sermos hospitaleiros. É o que nos resta. Torço para que corra tudo bem. Que os jogos sejam bons, os turistas não saiam daqui muito tosquiados e não haja nenhum acidente nessas obras feitas a toque de caixa. Em outubro, a gente se entende com quem muito prometeu, mas não fez o que deveria ter feito.

Numa crônica recente, o Luis Fernando Verissimo dizia que, em 1970, a torcida contra a Seleção, representante da ditadura militar na ideia de muitos, não resistiu à primeira investida do Jairzinho pela ponta direita contra a zaga adversária. Quando o Neymar abrir pela ponta hoje à tarde e for para dentro do João croata (salve Garrincha!), espero ver o mesmo efeito. Que o Brasil inteiro grite junto no primeiro gol. Não podemos deixar que Blatter, Dilma, Valcke, Lula, Aldo Rebelo nem ninguém estraguem esse momento. Vamos juntos rumo ao hexa!

P.S.: Meu palpite para o jogo de hoje? Brasil 2 x 1 Croácia, um do Fred e um do Paulinho, que tem uma sorte danada e vai fazer um gol na nova casa do ex-clube.

A Copa e o tradutor

Corria o ano de 1998. Era a época da privatização das teles. Haviam montado no setor hoteleiro de Brasília, no prédio da Embratel, os chamados data rooms. Lá, as empresas interessadas em participar do leilão tinham acesso a todas as informações sobre as teles a serem vendidas. Só tinha um detalhe: nem uma folha poderia sair de lá. Então, acotovelavam-se advogados, contadores, intérpretes e tradutores para examinar tudo e depois dizer às respectivas matrizes no estrangeiro se o negócio era bom ou não. Uma colega de São Paulo me avisou que uma agência do Rio estava montando uma equipe para trabalhar lá. Eu me candidatei e entrei. Era o começo de uma aventura.

Nesse meio tempo, vivíamos a expectativa da Copa da França. O Brasil faria a partida de abertura do torneio contra a Escócia. No dia, fomos lá conversar com o nosso “feitor” para saber a que horas ele nos liberaria para irmos ver o jogo. O sujeito era americano, não fazia a mínima ideia da importância da ocasião e disse que ninguém sairia para ver jogo algum. Depois de muita conversa, conseguimos que ele nos deixasse sair uma hora antes da partida… mas com a condição de retornarmos uma hora depois do apito final. Melhor do que nada. Eu nem imaginava o trânsito que pegaria para chegar à casa da minha cunhada no Lago Sul. Parte da Avenida das Nações era estreitinha naquela época, não era como é hoje. Foi uma correria louca, quase não chego. Mas tudo bem: vitória do Brasil por 2 x 1 e lá foi todo o mundo comemorar enquanto eu, resignado, voltava ao trabalho.

E prosseguiram a Copa e as traduções nos data rooms. Era dureza, mas tive a felicidade de fazer amizade com um advogado de um grande escritório e isso logo me rendeu frutos. Na última semana da primeira fase, esse advogado me disse que tinha muito serviço de tradução e me perguntou se eu não queria dar uma passada lá no escritório deles para dar cabo disso. Ora se não! No sábado das quartas de final contra o Chile, lá fomos nós. Nós? Sim, eu, de camisa do Brasil (contrariando a recomendação de usar terno e gravata ao visitar um cliente) e um grande parceiro de muitos trabalhos na faculdade, muitas latas de marrom glacê e muitas sessões de Need for Speed antes de trabalhar. Saímos de lá carregados, com serviço para o resto da Copa.

Chegando em casa, transferi meu escritório para a sala, onde estava o TV grande que eu e minha mãe havíamos comprado quatro anos antes para ver o tetra. Computador na mesa de jantar e pau na máquina. Naquela tarde, enquanto trabalhava, vi o Brasil de Ronaldo e Rivaldo atropelar o Chile de Zamorano e Salas. Mas eu não tinha ideia do que estava por vir. Adoeci, peguei o maldito rotavírus. Foi um sofrimento só. Sofria com a Seleção (aquele jogo com a Holanda!), com o trabalho e com as dores no corpo, o febrão e as constantes idas ao banheiro (quem já teve sabe do suplício). As idas foram tantas que tive de comprar até uma boia, daquelas redondas com um buraco no meio, para poder sentar e trabalhar. O show não podia parar.

E veio a final. Acho que o fato de estar tão envolvido com o trabalho acabou sendo positivo. Estava tão lesado que não dei tanta bola para aquele acachapante 3 x 0. Felizmente, estava terminando o serviço e, no dia seguinte, viajaria para esquecer aquilo tudo. Foi uma batalha, mas consegui juntar dinheiro suficiente para dar um giro em Nova Iorque, com direito a Robert Plant e Jimmy Page no Madison Square Garden e Metallica no Giant Stadium, e trazer um laptop de primeira, novinho em folha. Ainda bem que hoje estou em casa, não precisarei enfrentar americano que não entende de futebol nem trânsito maluco. E, claro, espero me manter saudável até o fim da Copa. O sofrimento de torcer já vai ser mais do que suficiente.

Farão falta

Honestamente, tenho me emocionado muito nos últimos dias ao pensar no desprendimento e humildade da nossa “presidenta” Dilma e do nosso ex-presidente Lula. Se oportunistas fossem, poderiam muito bem se aproveitar do evento de hoje à tarde no Itaquerão para se jactarem de terem organizado, com tamanha competência, evento tão grandioso: a Copa das Copas. Sim, graças ao esforço dos dois e de suas equipes, tudo — estádios, aeroportos, obras de mobilidade urbana (transportes?) — ficou pronto dentro do prazo e, mais importante, pouco se gastou. Mas Lula e Dilma não vão aparecer no estádio, não querem os holofotes. Para que roubar as atenções? O trabalho está feito. Hoje é a vez dos meninos que vão entrar em campo envergando a camisa amarelinha. Eu realmente me emociono e, com os olhos cheios de suor, penso: Oxalá Deus dê saúde e vida longa a esses dois grandes estadistas para que se alternem no poder e governem o Salvelindo por décadas e décadas.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Cada coisa no seu devido lugar

Já vou avisando: os adeptos da teoria da conspiração e os que não conseguem separar futebol do resto das coisas podem ficar bem longe. Não preciso de gente chata.

Ah! Foi igual ao que ocorreu em 1998, quando o Brasil entregou a Copa para a França. Prefiro acreditar que o Brasil é freguês da França em mundiais e que os caras jogaram melhor do que a gente naquele dia. Não me venham convencer do contrário. E se você acha que ontem já estava tudo armado, que era mesmo para o Brasil ganhar, que era para apaziguar os ânimos da população, me poupe. Não preciso ouvir isso. Eu e você pensamos de forma diferente e pronto. Respeite isso.

Quanto à turma que não consegue separar futebol do resto... Olha, futebol é só uma diversão. Pulei, torci, gritei, sofri, vibrei, xinguei. Acabou o jogo, acabou. É vida que segue. Temos de trabalhar, temos de continuar a protestar, a tentar consertar o que precisa ser consertado. O Gigante tira as chuteiras e segue na sua luta. E não me venham com aquela história batida de que “é, mas vai ver a educação, a saúde, a segurança na Espanha”. Isso é outro departamento. Se você não consegue separar uma coisa da outra, você é um tonto.

Por último, não acho que esteja tudo pronto para a Copa. Jogamos um partidaço e soubemos enfrentar a Espanha. Luiz Gustavo foi um monstro no meio-campo, Neymar foi Neymar, Fred foi decisivo e nossa dupla de zaga evitou os erros das partidas anteriores. Mas os espanhóis vão querer dar o troco. E ainda tem a Alemanha, a Argentina e a Itália, que mostrou que tem time e fibra para jogar contra qualquer um. A conquista serviu para restabelecer a Seleção como um dos grandes, pois andávamos meio caidinhos, mas falta consolidar essa equipe e o nosso jogo. Que saibamos conter a soberba e não nos esqueçamos de que o caneco importante mesmo é o do ano que vem.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O homem da articulação

Não é difícil traçar um paralelo entre a Seleção e o governo Dilma. Falta aos dois o homem da articulação. Dizem que o Ganso é a solução para o problema da equipe do Mano, mas quem vai ser o Ganso da Dilma? O homem talhado para a função, segundo o técnico "anterior", foi para o chuveiro mais cedo, e agora ela diz que vai chamar a responsabilidade para si. O meio-campo em Brasília vai continuar embolado.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

É o Pet!

Acho estranho esse negócio de fazerem a despedida do Pet em um jogo oficial, mas agora não tem mais jeito... Mas o que está me causando espécie mesmo é ver gente por aí dizer que, com a camisa rubro-negra, o Pet foi o maior depois do Zico. Peraí! Estão se esquecendo do Capacete, do Leovegildo Lins da Gama Júnior, o maior lateral-esquerdo do Brasil depois do Nílton Santos? O Júnior envergou o manto sagrado como ninguém, também deu um título brasileiro ao Flamengo, entre tantos outros, e é o jogador com mais partidas pelo Mengão. O pessoal tem uma memória curta...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Choro de mau perdedor

Vários flamenguistas por aí estão culpando o juiz pela nossa eliminação na Copa do Brasil. Choro de perdedor. A arbitragem realmente foi confusa, mas perdemos por causa de duas falhas bisonhas da nossa defesa. O primeiro gol foi triste. Como é que deixam um cara daquele tamanho cabecear entre dois zagueiros? Estávamos com a faca e o queijo na mão. Dois gols em 27 minutos era melhor do que poderíamos imaginar. O time deles estava apavorado. Era metermos mais um e fecharmos o caixão, mas nossa defesa resolveu entregar. Fica a lição.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A nova Seleção

E estreia a nova Seleção, do Mano Menezes. Dizem as más línguas que os cariocas, para manter os costumes locais, estão chamando o novo técnico de Mermão Menezes. Mano ou Mermão, deu gosto ver o time com que ele vai sair para a partida. Ramires e Paulo Henrique Ganso na meia-cancha, municiando três atacantes: Neymar, Pato, Robinho. Que maravilha! É um começo promissor. Contudo, infelizmente algumas coisas não mudaram.

Entra ano, sai ano, sai um técnico, vem outro, mas nós torcedores brasileiros, os principais interessados na Seleção, continuamos sem poder acompanhar os seus craques de perto. Por uma série de razões, como restrições impostas pelas equipes europeias ao número de amistosos que seus jogadores podem disputar fora do continente por suas seleções e o fato de que a programação dos amistosos da Seleção está vendida para uma empresa “das Arábias”, praticamente só podemos ver o Brasil jogar ao vivo nas eliminatórias. Nos próximos quatro anos, em que não disputaremos o torneio porque vamos sediar o mundial, nem essa chance teremos.

O jeito é apelar para a TV. Mas o jogo de hoje à noite, a tão esperada estreia de Ganso e Neymar, jogadores que tantos quisemos ver com a amarelinha já na Copa da África do Sul, o povão não vai poder ver nem pela TV. A partida não será transmitida pela TV aberta, mas somente pelo SporTV, canal de TV por cabo. É uma pena. Terá sido decisão da Globo, para não atrapalhar a sagrada novela das oito, que agora começa as 21h? Tenha sido deste ou daquele, foi uma decisão lamentável. Sabe, não cheguei a ver as feras que defenderam a Amarelinha e ganharam os três primeiros mundiais pela Seleção, mas já sou velho o suficiente para me gabar de que sou da época em que a Seleção ainda jogava amistosos aqui no Brasil. Bons tempos aqueles.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bairrismo

Vai um exemplo da rivalidade entre paulistas e cariocas? Concluída a nona rodada do Campeonato Brasileiro, Flamengo e Cruzeiro estão empatados em pontos, número de vitórias, saldo de gols e gols marcados. Se você olhar a tabela, por exemplo, no G1 (da Globo, carioca), o Flamengo aparece em quarto e o Cruzeiro em quinto. Já no caderno de esportes do Estadão, a chamada do artigo diz: "Fla bate lanterna e Cruzeiro chega ao G-4". Quem está certo? O G1. Se o campeonato acabasse hoje, o atual campeão brasileiro ficaria à frente e iria para a pré-Libertadores porque tem menos cartões vermelhos do que o time de Belo Horizonte. Mas, claro, o Estadão, um jornal de São Paulo, ignora os critérios de desempate e põe lá um time mineiro na frente do carioca. Encher a bola de um time do Rio é que eles não encheriam, naturalmente. Pequenez, ainda mais porque já é a segunda rodada seguida em que isso ocorre.

Nota: Acabei de notar que, na tabela, o Estadão colocou o Flamengo acima do Cruzeiro, embora empatados em quarto. Não está perfeito, mas dá pra passar.

sábado, 17 de julho de 2010

E a Copa se foi (não exatamente)

Junho e este início de julho foram meses bastante atribulados para mim. Quase uma semana depois da derradeira final, a maioria não quer mais saber da Copa, mas eu não poderia deixar de fazer meus comentários finais.

A Espanha mereceu ser campeã, embora não tenho jogado um futebol de primeira. É um time eficiente e deu para o gasto diante de uma seleção holandesa que entrou mais disposta a bater do que a jogar bola, lembrando a Holanda do primeiro tempo contra o Brasil. Durante todo o torneio, a Espanha não chegou a empolgar, mas não tomem isso como despeito ou choro de mau perdedor. Deixo essa distinção para o nosso presidente, que deveria ter ido à final da Copa, mas não o fez simplesmente porque o Brasil havia sido ejetado antes. Feio, descortês. Um chefe de Estado não faz isso.

No geral, não vou guardar lembranças boas desta Copa. Como positivo, destaco a escolha justíssima do uruguaio Forlán como melhor jogador do torneio, pois ele carregou o time nas costas durante todo o mundial. A grande decepção ficou por conta da Alemanha. Depois de apresentar um futebol de encher os olhos e golear Inglaterra e Argentina, os alemães se esqueceram de jogar contra a Espanha. Mas vai ficar mesmo na lembrança a má arbitragem. Não me lembro de uma Copa com tantos erros dos juízes e bandeiras. Que a FIFA tome uma providência e modernize o futebol.

Mas como indiquei no título, o assunto Copa não vai desaparecer. A Copa da África se foi, mas a Copa de 2014, a nossa Copa, vamos ouvir falar dela à exaustão até a bola efetivamente rolar. Infelizmente, até agora é só notícia ruim. Estamos com tudo atrasado, mas parece imperar a ideia de que “se os africanos conseguiram a gente também consegue”. Para ficar aqui na região, São Paulo, a maior, mais importante e mais rica cidade do país, ainda não sabe se terá o jogo de abertura. O Morumbi está descartado, o estádio que o Corínthians planeja construir é pequeno e, tudo conspira contra, o terreno onde querem construir o “Piritubão” está contaminado e, segundo a Cetesb, seriam necessários três anos para descontaminá-lo.

Diante das críticas da FIFA, Lula, o mau perdedor, o boquirroto do Planalto, sai com quatro pedras na mão e diz que não somos idiotas, que sabemos o que precisa ser feito e que tudo estará pronto. Idiotas somos nós, que já vimos esse filme e vamos assistir a uma continuação ainda pior. Os Jogos Pan-americanos tiveram o orçamento estourado em quase oito vezes, mas mesmo assim não aprendemos a lição. Claro, é bom lembrar que gastar mais que o orçado é comum a Copas e Olimpíadas, mas oito vezes me parece demais. Tudo que é feito a toque de caixa sai mais caro. Fiquemos de olho, pois estamos a caminho de fazer a Copa mais cara da história, provavelmente mais cara do que as que virão depois.

sábado, 3 de julho de 2010

Brasil x Holanda

E veio o que ninguém queria. Por melhor ou pior que esteja a Seleção, sempre temos ao menos um fiozinho de esperança de que dá para chegar e trazer o caneco mais uma vez. Diga lá que não dava para ter esperança, ao menos de chegar à semifinal, com um primeiro tempo daqueles? Como o futebol é caprichoso. Fizemos um gol com dez minutos, após um passe magistral de quem talvez menos se esperasse, do jogador mais criticado, que em pouco mais de uma hora de jogo, foi do céu ao inferno. Precisava cumprir as nossas expectativas, Felipe Melo? Saímos para o intervalo absolutos, tínhamos a partida nas mãos (ou nos pés, diriam alguns), mas conseguimos perdê-la, jogar fora o trabalho de quatro anos, por assim dizer. Foi uma tragédia em três atos.

Na minha crônica sobre o jogo contra o Chile, deixei de mencionar um dos meus maiores temores com relação à nossa equipe. Em nenhuma das quatro primeiras partidas, havíamos jogado com o placar adverso. Tomamos um gol dos coreanos e outro dos marfinenses, mas isso não fez muita diferença porque ambas as partidas estavam praticamente ganhas. Como jogaria aquele Brasil se saíssemos atrás no placar? Historicamente, nossa Seleção não sabe jogar muito bem com um placar adverso. Ora, normalmente somos nós que marcamos primeiro. Quando saímos em desvantagem, nosso sangue latino ferve e aí a coisa fica mais difícil. Ontem, não precisamos nem sair em desvantagem para perder a cabeça.

Bastou o gol de empate, aos oito minutos do segundo tempo, para solapar a tranquilidade e a confiança dos guerreiros do Dunga. Admita-se que não foi um gol qualquer. Na verdade, o gol contra do Felipe Melo foi, isto sim, uma falha clamorosa do Júlio César, considerado por muitos, inclusive por mim, o melhor goleiro do mundo. Errou feio quem menos esperávamos que errasse. Mas não era motivo de desespero. Havíamos controlado a partida até então. Havia tempo para desempatar, marcar até mais de um gol para afastar de vez a ameaça holandesa. Porém, consumou-se ali o primeiro ato da tragédia.

Um olhar mais aguçado revelaria que a Seleção que voltou para o segundo tempo não era a mesma do primeiro. Já na saída, colocamos a bola pela lateral. Abdicamos de jogar. Com a estrutura já abalada e os jogadores nervosos, a casa veio abaixo com o segundo gol, um gol que a defesa tida como a melhor do mundo não poderia ter tomado. Numa jogada mais do que manjada, cruza-se a bola no primeiro pau para alguém cabeceá-la para trás e facilitar a conclusão de quem estiver no miolo da área. Era o segundo ato. Mais uma vez tomamos um gol de um baixinho carequinha, à la Zidane em 98. Que o próximo técnico da Seleção fique de olho em adversários com esse perfil.

Daí em diante foi só esperar o fim do terceiro e último ato. Em inglês, diz-se que uma ópera não chega ao fim enquanto a gorda não cantar. E a gorda cantou na hora em que o Felipe Melo deu a botinada no Robben. Se já estava difícil com o time completo, imagina com um a menos. Talvez, tivéssemos empatado se o Kaká houvesse passado aquela bola para o Nilmar quando o ataque da Seleção desceu num dois contra dois, ou se o Daniel Alves tivesse cobrado bem a falta como o fez no ano passado contra a África do Sul. Mas teríamos condições de segurar a Holanda com um homem a mais na prorrogação? Só os deuses do futebol sabem, mas tenho minhas dúvidas. Mas será que foi só isso? Duas infelicidades da melhor defesa do mundo e uma atitude desclassificante de um jogador puseram tudo a perder e adiaram o sonho do hexa? Não.

x – x – x

Em inglês (de novo!), diz-se que hindsight is 20/20. A ideia é que, depois do acontecido, de posse dos fatos, é muito fácil falar, criticar. Infelizmente, isso não se aplica ao Dunga. Muitas das críticas feitas antes da Copa se concretizaram. Vou me deter em duas. Primeiro, a expectativa era que o Felipe Melo faria das dele em algum momento da Copa. Dunga não percebeu que o entrevero entre seu cabeça-de-área e o Pepe na partida contra Portugal era prenúncio de que algo pior estava por vir. Segundo, perdemos a Copa na convocação. Dunga não tinha um plano B. Na hora em que precisou, olhou para trás e viu um banco pobre, sem opções. Não teve como mudar o time. É esperar que o próximo técnico leve os melhores e não os mais obedientes.

Resta o consolo de que nuestros hermanos argentinos caíram de quatro e também ficaram pelo caminho. Até 2014.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil x Chile

Quase na hora do jogo com a Holanda e eu aqui ainda com a cabeça no jogo do Chile. Ando muito ocupado, com bastante trabalho, e o tempo está escasso. Parece que meu carma é ficar atolado durante a Copa do Mundo. Mas vamos ao jogo.

Diferentemente da maior parte dos cronistas esportivos, não fiquei satisfeito com o desempenho do Brasil. Junto-me ao Pelé, que afirmou que a Seleção ainda não o convenceu. Acho que o melhor jogo do Brasil foi contra a Costa do Marfim e ainda vejo o time carente em criatividade. Foram mais de 30 minutos até o gol, naquela cabeçada salvadora do Juan após o escanteio do Maicon. Até então, a Seleção pouco havia agredido o adversário.

Do lado positivo, achei que o Brasil estava mais leve, talvez pela entrada do Ramires, seguramente o destaque da partida. Ele fará falta no jogo contra a Holanda. Gostei também da zaga, que é o melhor que o Brasil tem oferecido até agora. Quem diria que chegaríamos a ver isso, numa seleção que, historicamente, sempre primou pela ofensividade e pela força de seu ataque? Os tempos estão mudando.

Apesar de não me convencer, acredito que a Seleção tem condições de passar pela Holanda. Não estamos jogando um futebol brilhante, mas já mostramos que será difícil marcar gols no Brasil e que temos poder de fogo para matar o jogo em um ou dois lances. Talvez ganhemos até a Copa com esse futebol competitivo, mas não é o que esperava ver. Sou fã do futebol bonito, bem jogado, e tá duro ver isso aí. Mas prometo tentar controlar minhas expectativas. Até a próxima.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Erros de arbitragem

Não sei realmente o que fazer com os repetidos erros de arbitragem na Copa. Triste ironia a Inglaterra ver invalidado um gol legítimo, marcado num lance muito parecido com aquele da final da Copa de 66, também contra a Alemanha. Os deuses do futebol têm um senso de humor meio esquisito. Tomaram com uma mão o que se havia dado com outra. Um chip na bola, como sugerem muitos, teria resolvido esse problema, mas não adiantaria nada no impedimento do Tevez contra o México nem na levada da bola com o braço pelo Luís Fabiano. Parar o jogo e analisar o lance na tela, como fazem na NBA, por exemplo, é uma boa ideia, mas teria que ser feito com a maior agilidade possível, para não sacrificar a dinâmica do jogo. Já imaginou interromper a toda hora para analisar cada lance duvidoso?

Em última análise, talvez o erro da arbitragem faça parte do charme do futebol. Que equipe ou seleção nunca foi beneficiada ou prejudicada por um erro do juiz ou do assistente? Lembram-se da estreia do Brasil no mundial de 78, na Argentina, quando o juiz anulou o gol de cabeça do Zico, alegando que havia apitado o fim do jogo enquanto a bola viajava após a cobrança de escanteio pelo Nelinho? O que dizer daquele gol legítimo da Espanha contra o Brasil na Copa de 86, aquela bola que bateu no travessão, caiu dentro do gol defendido pelo Carlos, mas que o juiz não viu? E a partida da Copa América contra a Argentina em que o Túlio levou a bola no braço e empatou o jogo em 2 x 2? Guardo com carinho aquela imagem do juizão, que, diante das veementes reclamações dos argentinos, apontava com as duas mãos para o próprio peito, indicando que o lance havia sido perfeitamente legal. Uma coisa é certa: erro do juiz contra o time dos outros é refresco.

Brasil x Portugal

Um caso grave de esquizofrenia. Descobrimos outra Seleção, bem diferente daquela que havia ganhado, e bem, da Costa do Marfim. Embora o resultado tenha sido o suficiente para sairmos em primeiro no grupo e evitarmos o outro lado da chave, que, ao menos na teoria, me parece bem mais difícil, foi uma jornada bem ruim para o Brasil e a decepção foi geral. Salvo Júlio César, Lúcio, talvez, ninguém jogou bem. Até o Juan, que elogiei no jogo passado, errou e quase mata o seu goleiro, que teve que entrar numa dividida com um avante português.

Mas o que fica mesmo dessa partida é que falta gente para criar oportunidades de gol. Todos viram que nos ressentimos da falta do Robinho, do Kaká e, quem diria, do Elano. De trás pra frente, Daniel Alves entrou bem nas duas partidas anteriores, mas me decepcionou saindo como titular. Ciscou muito, pra lá e pra cá, mas não fez nada de muito produtivo. Chegou a me fazer lembrar do Zinho na Copa de 94, que foi apelidado de enceradeira por girar e girar e girar. Bem ou mal, Elano dá mais consistência àquele meio-campo e deixa o seu golzinho. Fará falta contra o Chile.

Júlio Baptista foi uma negação. Fez número, só. Quem me acompanha no Twitter (jvdepaulo) viu que eu não conseguia esconder a minha raiva. Ele não se apresentou para jogar. Só na imaginação do Dunga, La Bestia, como J. Baptista era conhecido na Espanha, poderia carregar aquele meio-campo, armar o jogo do Brasil e municiar o ataque. Ficou patente que não temos opção. Ramires? Não, não chega aos pés do Kaká nem resolve o problema. Só nos resta torcer para que o Kaká esteja em forma e à disposição nos quatro jogos que faltam, pois ele é muito mais necessário do que temíamos.

Por fim, faltou Robinho, que sentiu uma contusão que ninguém sabe bem qual foi, um incômodo, segundo se informou. Estou convicto de que não sou o único que não aguenta mais essa seleção de monges enclausurados. Nada pode vazar, ninguém pode saber muito do cotidiano da equipe para não atrapalhar o trabalho rumo ao hexa. Mas voltando ao Robinho, não é que o Nilmar tenha jogado mal ou seja ruim. É um grande atacante, mas não consigo vê-lo chamando a responsabilidade para si e procurando armar o jogo, como Robinho procurou fazer contra a Coreia. O Róbson, com ou sem barba, é outro de quem vamos precisar muito se quisermos ir longe na Copa.

Se olharmos do outro lado da cerca, vemos motivo para preocupação, ainda que pequena. O Maradona mandou a campo sete reservas e, ainda assim, venceu a Grécia por 2 x 0. Há um porém: não acho que a seleção argentina tenha sido efetivamente testada até agora. Só pegou galinha morta. Nigéria, Coreia do Sul e Grécia não são grandes equipes. O México, ontem, foi o de sempre. Joga, joga, mas está fadado a perder sempre. Vejamos o que faz a Argentina contra a Alemanha. Aí sim poderemos ter realmente ideia do que pode fazer o time do Maradona e, claro, se teremos condições de fazer-lhes frente.

Mas acredito numa vitória contra o Chile logo mais. Não espero um adversário jogando aberto, pra frente. O Bielsa é “loco”, mas não é bobo. Certamente guarda na lembrança as duas sapecadas que levou nas eliminatórias, sobretudo a de Santiago. Como retornam Kaká e Robinho, confio num placar elástico, 4 x 1, para manter a tradição de goleadas nos chilenos em Copas.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tem que começar na hora

Depois comento Brasil x Portugal, com a cabeça mais fria. O assunto agora é outro. Uma coisa que reparei desde terça-feira é que os jogos da última rodada da fase de grupos começaram rigorosamente na hora. Houve uma defasagem de, no máximo, um minuto entre as duas partidas do mesmo horário. Nesta rodada do grupo H, são menos de 5 segundos. Compara com a última rodada do Brasileirão, em que os quase rebaixados usam o expediente de só vir a campo cinco, dez minutos depois do início da rodada, na esperança de que os outros jogos terminem e eles ainda tenham um tempo para fazer o resultado necessário. É falta de profissionalismo e desrespeito com a torcida que está no estádio e em casa. Se recebessem uma multa alta, punitiva mesmo, não faziam essa presepada. O pior é que a CBF não está nem aí. É a cara do Brasil.

Brasil x Costa do Marfim

Falta meia hora para Brasil x Portugal e só agora escrevo minhas impressões sobre Brasil x Costa do Marfim. Perdoem a demora, mas andei muito ocupado com um trabalho grande.

Mas o que falar daquele jogo. O Brasil jogou bem melhor do que no primeiro jogo. Finalmente apareceu o verdadeiro futebol brasileiro. Destaques? Juan foi um monstro na zaga. Sempre preciso, um tempo de bola fantástico. É por isso que quase não se vê o Juan dar pontapé. O Lúcio também esteve bem, mas é aquele futebol meio atabalhoado. Quem anda acompanhando o noticiário, deve ter ouvido falar que o Felipão está trabalhando para uma TV sul-africana, comentando os jogos. Antes da partida, ele disse que, logo no primeiro lance, o Lúcio tentaria acertar o braço do Drogba. Não deu outra. Na primeira disputa com o marfinense, o Lúcio foi lá e deu-lhe um soco no braço, que acabou não fazendo muita diferença para o desfecho da partida.

Do meio para a frente, Felipe Melo tem surpreendido. Tem ocupado os espaços bem, marcado direitinho, sem muita violência, e passado bem a bola. Quem te viu, quem te vê. O Kaká também surpreendeu. Ainda não está voando, mas mudou da água para o vinho se compararmos com a bolinha que jogou contra a Coreia. Elano manteve a regularidade, guardou mais um golzinho, mas acabou sendo castigado por aquela falta desleal, que o deixou fora de combate para a partida seguinte. Robinho esteve meio sumido. O principal lance dele, para mim, foi negativo. Aquela bola que ele pegou logo no comecinho e chutou em gol, tentando encobrir o goleiro. O Luís Fabiano corria solta pela esquerda. Houvesse passado a bola para ele, Robinho teria tornado o jogo ainda mais fácil.

Mas falemos do astro da noite: o Fabuloso, que jogou com vontade. Aquele segundo gol, apesar de irregular, foi uma pintura. Valeu pela plástica do lance, pela iniciativa do atacante. Claro, no dos outros é refresco. Fosse a Argentina que houvesse marcado um daqueles em cima da gente, estaríamos bufando até agora. Felizmente, não foi por causa daquele gol que vencemos o jogo, como no Argentina 2 x 1 da Copa de 86, quando o Maradona fez aquele com a mão. Teríamos ganhado por 2 x 1 e, acredito eu, se a Costa do Marfim houvesse apertado, tínhamos caixa pra mais. E vale notar: o nosso "gol de mão" foi mais bonito do que o do Maradona. Na hora, cheguei até a me lembrar daquele gol do Pelé na Copa da Suécia, em que o Rei chapelou o zagueiro. Houve até quem dissesse que o Fabuloso condensou em um lance o que fizeram Pelé e Maradona.

Mas ridículo mesmo foi aquele juiz francês. Perguntar ao Luís Fabiano se ele havia usado o braço foi ridículo. Teria sido melhor se houvesse simplesmente ignorado o lance. Volto a bater naquela tecla: ainda bem que o gol foi nosso. Mas a França não fez só papelão apitando: foi embora mais cedo, como última no grupo, assim como a Itália. Interessante é que França e Itália fizeram a final da última Copa. Alguém ainda não se convenceu de que futebol não tem lógica.

Mas vamos ver como o Brasil se sai diante dos portugueses. Aposto num 2 x 1 ou 3 x 1 pra gente. Não me impressionam os sete gols disparados contra a Coreia. Adversário nas oitavas? Confiando que sairemos em primeiro no grupo, devemos pegar o Chile. Acho que a Espanha atropela o Chile e a Suíça empata com Honduras. Até mais!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil x Coreia do Norte

Ando meio afastado do blog porque estou com muito trabalho. Mas estou tentando me organizar e em breve volto a escrever aqui regularmente. Por ora, uma breve opinião sobre Brasil x Coreia do Norte.

Também acho que o Brasil jogou mal. Houve um momento na primeira etapa em que o time chegou a parar, dando a impressão de que não sabia o que fazer. Mas depois a coisa melhorou no segundo tempo. Quero atribuir muito disso ao nervosismo. Quem olhar o histórico recente das estreias brasileiras em Copa vai perceber que é sempre um jogo amarrado, difícil. Assim, não devemos nos deixar impressionar pelo placar.

Analisando friamente, sem paixões, nossos adversários devem estar pensando no seguinte: o passe do Robinho foi magistral e o gol do Maicon, como dizíamos na minha pelada, foi espírita. Ninguém na Copa fez um gol nem perto daquele. É esse talento que separa o Brasil da grande maioria das outras equipes. Fica a ideia de que, mesmo jogando mal, o Brasil tem jogadores talentosos que podem tirar dois coelhos daqueles da cartola e ganhar o jogo.

E para fechar, claro, faltou o Paulo Henrique Ganso ali para furar a retranca dos caras. Espero que o Dunga não venha a se arrepender de ter deixado o paraense fora do time. Aquele abraço!